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Se a Natureza aproveita todo átomo das pessoas que morreram
Então posso imaginar que em pelo menos um nanomilímetro de meu corpo há átomo poético de Walt Whitman;
E com esta pequena porção de beleza
Talvez eu possa alimentar a fome de meus delírios.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
"natura nihil facit frustra" ( a natureza nada faz de inútil)
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Ave Copa do Mundo
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O Brasil é esta bola
Que os políticos chutam
E a corrupção é o gol de placa.
(Em 2014 tem mais)
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domingo, 2 de maio de 2010
O mais feliz dos fortalezenses.
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"Rio, me abraça com a tua decadência que eu te chamo de Maravilhosa precariedade na permanência
Maravilhosa precariedade na permanência
Maravilhosa precariedade na permanência
Maravilhosa precariedade na permanência
Maravilhosa!!!!" (Lobão - 'Samba da caixa-preta').
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Bebi goles de decadência este fim de semana
Me embriaguei de um tédio mórbido
Perambulando feito um zumbi pelas ruas da Cidade Bela
Que aos poucos transforma-se em fera.
Ah Fortaleza! O que fizeram com tua força?
Quem maquiou teu belo rosto desta maneira tão horrenda, tão Metrópole?
(E dizem que é apenas o começo)
No entanto, estou tão decadente quanto você
Sou a Cidade sem habitante
Sou o fantasma dançando em um túmulo abandonado
"Sou o mais feliz dos fortalezenses"
E o mais mentiroso também.
A Cidade Bela transforma-se em fera
E, junto com ela, mergulho nesta mutação macabra.
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
POEMA DA SUA VOZ
Este é um poema para ser lido em voz alta
Se você tentar lê-lo apenas com os olhos não irá compreender nada
Faltará algo
Leia-o em voz alta
E se não está fazendo isso, recomece
Se já estiver fazendo continue
(vamos lá, leia em voz alta, não fique apenas percorrendo com os olhos e lendo com sua voz do pensamento, experimente. Se tem alguém aí do lado não ligue, leia livremente, ora essa! Sem sua voz esse poema não terá sentido)
Na verdade este é o “POEMA DA SUA VOZ”
É ela quem tem poesia
Não são minhas palavras
É ela quem é lírica
Não meus versos.
Tua voz é que é a chave para esta porta do entendimento
Tua voz é que é a órbita para esta Terra do sentimento
Tua voz é que é a vitória para esta luta do momento.
Sim! É o momento de ouvir sua voz
Se outros não querem te ouvir, fale mais alto!
Ainda não te ouvem?
Aumente o tom!
Continuam surdos?
Grite!
Te escutarão nem que seja pelos poros.
Lembre, o poema é a sua voz
Não meus pensamentos.
O poema é a sua voz
Não os meus lamentos.
O poema é a sua voz
Não os meus contentamentos.
Fale e continue falando
“Quantas vezes?”, você irá me perguntar.
“Tantas e tantas vezes”, eu irei te responder
Sua voz, quando você a lança no ar, é o poema do seu pensamento
Continue a falar
Sua voz é poesia que não pode parar.
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Tentando domar o indomável.
Estou aqui nesta rede
Deixando as idéias fluindo,
As palavras despencando
E a imaginação explodindo
Estou aqui meio deitado
Meio sentado
Escrevendo não sei que poema
Não sei que história
E não sei que invenção
Isso mesmo! .... estou inventando,
pensando, dizendo, ouvindo
E,porque não, sonhando.
Estou juntando palavras na tentativa de dar algum sentido a isto
Tentando elaborar metáforas, analogias, conexões, enumerações.
Elaborando tudo a que pode me transportar para dentro de ti;
E até para dentro daquele que não está lendo.
Sim! Isso mesmo.... também escrevo para os que não me lêem....
Você, que não está lendo, faça o favor de continuar assim... me ignore....
Não me encontrará nas prateleiras de uma livraria ou biblioteca...
Não me alugue, não me compre.... continue assim na ignorânca dos meus versos.
Se; você que está lendo, sentir vontade de me apresentar a quem nunca me leu
Por favor, não faça isso! .... deixe aquela pessoa sem saber de mim...
Pra mim já basta o teu interesse, o teu carinho, a tua leitura, que é a massagem mais relaxante para minhas dores.
Meu corpo dói, e só sinto paz quando você começa a me massagear com sua leitura.
São seus olhos, percorrendo essas linhas, que salvam o meu dia.
Não exijo que me estude, que me critique, que me idolatre, me imite ou me propague.
Não necessito dessas coisas que, no fim das contas, não pagam uma vida bem vivida.
O que você está fazendo agora não tem preço,
Sinto cada centímetro de minhas lágrimas agradecendo tua atenção....
É você quem me escreve.... não sou quem te cativa.....
Não sou eu quem te emociona.... o movimento é começado a contrário....
É você que me cativa.... é você que me emociona....
Até mesmo aquele que não me lê... até você está fazendo mais por mim do que eu seria capaz de fazer em troca...
Sim! É esta a palavra: TROCA.
Você me dá cada linha, cada palavra, cada verso, cada emoção, cada página....
E eu te dou cada lirismo, cada metáfora, cada êstase, cada pensamento....
Eu te dou cada poesia....
Toda poesia que couber nessa vida...
E se não couber, não se preocupe,
Inventarei sempre uma forma de fazer caber,
Este é meu prazeroso ofício, ou como diria Jorge Luis Borges:
“Esse ofício do verso”.
Essa tentativa de domar o indomável.
(Dedico este poema à você que me lê, e também à você que não está lendo)
D. Q. M.
[escrito em 25/03/2010 , no balanço da rede]
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